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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O sexo dos santos

prova cabal de que boca + morango = sexo

Esse texto abaixo é do Paulo Brabo e era conhecido como "Vamos pregar sobre sexo". Depois tem uns comentários (úteis?) sobre ele.

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O horror que cristãos de todas as estirpes nutrem ainda contra o corpo, contra o prazer sensorial e contra a sexualidade não se origina na herança da Bíblia hebraica, na tradição dos apóstolos ou no ensino de Jesus. Ao contrário: nosso pessimismo sexual não tem suas raízes na tradição bíblica, mas na influência exercida pelos filósofos estóicos e gnósticos sobre os cristãos dos quatro primeiros séculos.

Os filósofos estóicos prescreviam o controle completo da vontade sobre as paixões e as emoções. Seu ideal de humanidade era em tudo semelhante ao personagem Dr. Spock da série Jornada nas Estrelas original: um homem que busca honestamente a virtude, mas desconhece o tráfico, tipicamente humano, com as frustrações e os prazeres. Dos estóicos (como Sêneca, tutor de Nero) herdamos a hipervalorização do celibato e a idéia da abstinência dentro do casamento como coisa virtuosa. Os estóicos ensinaram-nos a noção extrabíblica de que todo prazer sensorial é uma ameaça e uma tentação, e que portanto a única atividade sexual legítima é a que visa a procriação.

Os gnósticos, por sua vez, criam que o mundo físico não era obra de um Deus bom, mas de demônios... CONTINUE LENDO NO ORIGINAL

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Esses dias têm visto o embate “sexo e igreja - o que Cristo tolera sobre o sexo que você faz”. Com bem poucas exceções (nas quais eu acredito - mas tenho pouca fé), o ser humano é fortemente dotado de um impulso sexual. Freud afirmava que esse impulso existe desde seus primeiros dias fora do ventre. O que percebemos é que ele toma real expressão de “sexualidade” na adolescência. O que outro diria é que nós simplesmente não temos uma época de reprodução, um gatilho orgânico para a coisa: a sexualidade está por aí, à nossa volta, o tempo todo. A pergunta é: “isso é coisa de Deus?”

A primeira referência bíblica à sexualidade está em Gn 2.25: “O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha”. Logo depois em Gn 3.7 a situação muda para “Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se”, e também Gn 4.1 “Adão teve relações com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim.” Esse relato de Moisés parece com o crescimento sexual humano - a ausência do desejo/tabu na infância, a descoberta da sexualidade e depois a concretização dessa sexualidade na geração de um filho.

Referência bíblicas sobre a sexualidade, ou mais especificamente o “impulso sexual” estão por todo lado. Não era diferente naqueles tempos...

Pv 5.3 Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.

Pv 5.18 Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente. E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha?

Pv 30.18 Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço: o caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem. O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!

Em outras palavras, havia claras advertências sobre a imoralidade sexual e a atração que o sexo oferece muito antes de existir a Bíblia que conhecemos. Em sua carta aos gálatas, Paulo cita o lado ruim do sexo como sendo a imoralidade e o lado bom como sendo o amor e a fidelidade. Esse lado bom aparece em “guias de comportamento sexual” como o Cântico dos Cânticos e ensinos também explícitos como

Dt 20.7 E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda não a recebeu? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro homem a receba.

Dt 24.5 Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.

Uma tradução desses versos poderia ser: “faça sexo com sua esposa”. Até mesmo um dos 10 Mandamentos (Ex 20) remete à atração sexual entre as pessoas. A quantidade de vezes que as referências ao sexo aparece na Bíblia dá uma noção de quão forte esse instinto é para os ser humano e, portanto, o quão necessário é a direção de Deus nesse assunto. Uma vez B.F. Skinner observou que o ensino da sociedade sobre os sentimentos é muito pobre, comparado com outros ensinos que temos. Nós jamais sabemos o que de fato se passa na mente de outra pessoa! Em outras palavras, quase todo o ensino que temos sobre o sexo dentro de nós é o que nós mesmos nos permitimos e o que Deus nos dá. Mas então, como Deus trata o sexo - proibido ou permitido?

A explicação mais correta de “uma só carne” (Gn 2.24), repetida diversas vezes em toda a Bíblia, é justamente sexo. A Bíblia diz que o sexo une as pessoas, corporal- e espiritualmente. Essa união pode ser em louvor ao Senhor, quando é feita dentro do casamento - por isso a recomendação ao sexo e toda intimidade que exista entre o casal! Mas, forte como é no ser humano, essa união pode ser feita também para a desgraça de ambos, e é sobre isso que fala Lv 18. Em uma carta à igreja de Corinto, que sofria por problemas de sexualidade, Paulo escancara a virtude do sexo no casamento e o malefício do sexo fora dele. A insistência da Bíblia nesse tema vem de ser ela, no fim das contas, o que realmente nos traz um bom ensino. Se o sexo fosse uma ação apenas corporal, certamente não receberia tanta atenção de Deus, nem seria uma das principais armadilhas do diabo.

1Co 10.12. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia! Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar. Por isso, meus amados irmãos, fujam da idolatria.

Até o sexo pode ser um ídolo em sua vida, tomando o lugar de Deus, se não for conduzido por ele. Para muita gente, foi vendida a idéia de que igreja e sexo são coisas separadas, inimigas até. Com a graça de Deus, isso pode mudar.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Somente por prazer

Los Borrachos - tela de Diego Velázquez - 1628
clique na figura para ver uma versão grande

por Pr. Rubens Osório

Hedonismo é a “filosofia do prazer”. Seu principal representante na Grécia antiga foi Epicuro. Por isso os hedonistas são também chamados epicureus.

Essa filosofia é referida rapidamente nas Escrituras:

“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas só ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos símplices” Rm 16.17-18

“Porque muitos há dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre; e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” Fp 3.19

É a mesma filosofia do prazer denunciada por Paulo:

“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais à criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no contrário à natureza. E semelhantemente. também, os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.”  Rm 1.22-27

É a busca insaciável do prazer carnal, desde o comer e beber, até o prazer do sexo anti-natural. Pecam contra si mesmos.

O comer e beber pelo prazer leva à obesidade mórbida e à embriaguez; a libertinagem sexual leva à destruição do caráter, do amor próprio, à gravidez indesejada e suas consequências; leva às doenças venéreas, inclusive à sífilis e à Aids.

Entretanto, o hedonismo é a filosofia mais difundida e estimulada nos dias de hoje. Basta chegar a uma banca de jornais e observar as capas de dezenas de revistas – a pornografia é evidente; os filmes, as novelas em geral, são um estímulo constante à libertinagem sexual. Oferecem o que agrada “a carne”, o ventre. As consequências maiores são trágicas: violências sexuais, estupros, prostituição infantil, concubinato substituindo o casamento sério, honesto, e responsável; incesto, prostituição e adultério.

Tudo isso destrói não só os corpos e a saúde física, mas também o caráter das pessoas, a começar pela baixa auto-estima. No íntimo, as pessoas viciadas em sexo sabem que são desprezíveis, pois a consciência moral – característica do ser humano – as acusa.

“Quando os gentios, que não têm Lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.” Rm 2.14-15 

As consequências sociais são terríveis: as crianças abandonadas pelos pais e mães que não as desejavam, são presas fáceis dos corruptores de toda espécie. Homens e mulheres que se entregam aos vícios e a toda espécie de corrupção. Então nos surpreendemos quando ficamos sabendo do tráfico de toneladas de tóxicos, do tráfico internacional de mulheres, da pedofilia praticada até por “religiosos”, de quadrilhas formadas por políticos de todos os níveis, da sociedade consumista que esbanja imensas quantias em frivolidades, desde as modas até o luxo com cachorros, consomem fortunas enquanto crianças e jovens vivem e morrem em extrema miséria.

A inversão de valores é o pecado generalizado. Poucos são os que pensam nos valores morais e espirituais. E sem esses valores reconhecidos e colocados no topo de todos os valores, a sociedade humana se amesquinha, se animaliza e se destrói. O progresso das ciências, como a surpreendente tecnologia de hoje, não está voltada para o bem comum – de todos – mas só para o conforto e diversão de uma elite.

E uma realidade assusta hoje: nosso planeta está em perigo de destruição pelo próprio ser humano. Tudo isso por que?

O homem – a humanidade – é cada vez mais materialista, e apesar de toda sua religiosidade, ignora a realidade de Deus com a Lei que Ele nos deu, resumida nos “Dez Mandamentos” que são de uma incomparável profundidade moral, espiritual e filosófica. De modo geral, hoje, quando as pessoas nos ouvem falar de Deus e Seus mandamentos, rejeitam tudo como algo antiquado, sem sentido, e até como burrice. Entretanto, Deus nos deu a Sua Lei assim como o inventor ou o fabricante de uma máquina preciosa e delicada, como o elevador ou o avião: ensina os cuidados a tomar, excessos a evitar, o uso correto, para o bem e a segurança dos próprios usuários.

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor vosso Deus para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir: para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os Seus estatutos e mandamentos, que Eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes para que bem te suceda e muito te multipliques. Como te disse o Senhor Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. Ouve, Israel, o Senhor teu Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu poder. E estas palavras estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” Dt 6.1-7 

“...que é o que o Senhor teu Deus pede de ti, que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirva ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração... para guardardes os mandamentos do Senhor, e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?” Dt 10.12-13

"E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." Mc 12.29-31

Você quer que tudo melhore em sua vida? Comece pensando sobre tudo isto, e a obedecer a “Lei do Senhor” escrita em seu coração, isto é, em sua consciência. É o que diz Rm 2.13-15: “Os que ouvem a Lei não são justos, mas os que praticam a Lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm Lei , fazem naturalmente as coisas que são da Lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações”.

Você é um cristão? Então responda com sinceridade para você mesmo: é um cristão de fato e de verdade? Ou é um “cristão nominal”, que “faz média” com o mundo?

Nesse caso, não deixe para depois, tome a decisão: seja um cristão fiel, de fato e de verdade, conforme Rm 12.1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. E diga como o salmista no Salmo 119.97: “Oh! Quanto amo a Tua Lei”.

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texto que veio voando bebadamente com o vento, e que disse ter saído de http://revrubensosorio.blogspot.com/2010/07/o-hedonismo.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Solteiro e a Sexualidade - Parte III

Disse ontem que a sexualidade humana tem muitos aspectos, dos quais a relação sexual é apenas um. Se o solteiro nutrir e cultivar os muitos aspectos dessa sexualidade, as necessidades genitais se enquadrarão na perspectiva adequada. Muitos relacionamentos intimos e afetuosos podem ser cultivados sem a presença de relações sexuais.

Por exemplo, o toque é uma expressão legítima da nossa sexualidade, sobretudo no namoro, o solteiro deveria acolher com alegria o abraço caloroso, o beijo romântico e não é bom nos afastarmos dele. Aprender a tocar o outro de maneira correta, comedida, respeitando os limites já conhecidos são expressões legítimas e muito satisfatórias.

Outro aspecto de nossa sexualidade é a apreciação da beleza e da atração física, é perfeitamente possível admirar a beleza de um rosto ou de um corpo sem lascívia. Podemos aprender a apreciar os olhos, os cabelos, o sorrizo, os braços sem malícia e luxúria. Apreciar a beleza não precisa ser um mal. Jesus condenou o olhar com intensão impura mas não o olhar que aprecia a beleza. O problema é que a mídia tenta ligar toda pessoa atraente e todo movimento sexual a sexualidade erótica. Como filhos da luz precisamos aprender a desfrutar da beleza sem luxúria e da sensualidade sem carnalidade.

Gostaria de mencionar algo sobre a pornografia, creio que este assunto é importante ser mencionado agora visto que estamos aprendendo a controlar a maneira como olhamos para as coisas. A pornografia é uma distorção da sexualidade. Um aspecto do negócio pornográfico é o mundo de fantasia que ele cria. A textura do filme, os corpos perfeitos, os recursos gráficos e tudo o mais criam este campo de atração do olhar e geram em nós uma distorção terrível da nossa sexualidade.

Quem poderia competir com os corpos malhados e com a performace sexual mentirosa, criada em estúdio? É um mundo de mentiras, um mundo atraente, artificial. O sexo do comércio pornográfico é extremamente "habil" e "extasiante" e quando as pessoas vivem neste universo pornográfico, passam a acreditar nele e achar que aquele é o modelo a ser perseguido.

Este faz-de-contas criado pela pornografia é destrutivo e deixamos de desfrutar da sexualidade sadia e real. A pornografia hardcore é ainda mais prejudicial pois cria um mundo de violência onde o estrupo, o sexo grupal, o sadismo, o sadomasoquismo, terminam sendo desejados no íntimo.

O sexo da vida real é uma mistura de vontade e cansaço, extase e desapontamento onde o amor supera as imperfeições e respeita o limite do outro na relação, muito diferente do apresentado nas imagens pornográficas.

Termino dizendo que a pornografia emperra a maturidade sexual de uma pessoa a tal ponto que ela começa ver a vida pelo óculos da pornografica, o cara não pode olhar para uma mulher e logo suas inteções impuras aparecem e os devaneios logo tomam a sua mente e seu coração e logo tranformam sua realidade numa vivência virtual.

A pornografia escraviza a mente que fica refém da sensualidade doentia.

Stênio Verde

O Solteiro e a Sexualidade - Parte II


Como disse na nossa conversa ontem, a Bíblia condena o sexo genital antes do casamento. Cantares de Salomão celebra o sexo como uma aventura voluptosa, porque então deveria o jovem esperar o pacto do matrimônio?

A proibição bíblica não é uma negação sem explicação, não é dizer não e acabou, ela tem razões fortíssimas. A relação sexual é um ato que une vidas, assina e sela uma relação, uma união com implicações espirituais: "E serão os dois uma só carne" e ainda "Vocês não sabem que aquele que se une a uma prostituta é uma corpo com ela? Aos olhos de Deus a relação sexual antes do casamento é pecado e ponto final.

A relação sexual é tão cheia de significado eterno que deveria ser reservada sempre para a perenidade do casamento. Desta forma, cristãos solteiros desejarão abaster-se do sexo genital enquanto desenvolvem plenamente os muitos aspectos de sua sexualidade. Assim ele aprenderá a dizer não a promiscuidade sexual antes do casamentos e ao adultério depois dele.

A sexualidade humana tem muitos aspectos, dos quais a relação sexual genital é apenas um. De fato o que chamamos de "necessidade sexual" é na verdade "desejo sexual". O corpo precisa de alimentação, ar e água e sem eles a vida humana não pode sobreviver por muito tempo. Mas até hoje ninguem morreu por falta de relação sexual, muitas pessoas já viveram plena e satisfatóriamente sem o sexo genital - INCLUSIVE JESUS!

Assim, a relação sexual é um desejo humano, não uma necessidade humana. Assim o solteiro pode e deve esperar o momento certo, não vai morrer

Todos os cristãos - quer homens ou mulheres, quer solteiros, casados, divorciados, viúvos ou casados de novo - são chamados a fidelidade em seus relacionamentos sexuais.

Amanhã vamos falar da expressão da sexualidade antes do casamento e ensinar como o jovem pode expressá-la em diversas áreas.

Até mais!

Stenio Verde

O Solteiro e a Sexualidade - Parte I

Estou atualmente de férias, mas a vontade de escrever me leva a separar um tempo todo dia para expressar através do Blog algo que possa ajudar alguém e se caso isto não aconteçer, creio que as matérias podem pelo menos nos fazer refletir e rever a nossa crença. Bem tem algo a dizer aqueles que são solteiros, e vou começar hoje escrevendo retalhos de pensamentos e conselhos. Gostaria muito de escrever numa só sentada, mas vocês sabem como é curtir as férias.

Os solteiros são a grande maioria hoje e em nossas igrejas eles estão aumentando em número. Um dos grandes desafios a igreja é integrar a sexualidade e a espiritualidade dentro do contexto da vida de solteiro. Precisamos deixar de considerar as pessoas solteiras como destituídas de sexualidade. Recentemente num retiro dos jovens eu fiz questão de abordar este assunto para romper com as barreiras e os mitos que cercam este assunto.

Se alguem me perguntasse se eu aceito o sexo antes do casamento minha resposta seria sim e não pois o cristianismo diz um "sim" bem claro a esta questão caso ela se refira a nossa sexualidade como seres humanos. A Bíblia diz um "não" bem claro se ela se refere ao sexo genital.

Somos pessoas sexuais e jamais deveríamos tentar negar ou rejeitar esse fato, somos criados a imagem de Deus, homem e mulher. Tudo o que somos e tudo o que fazemos tem impressões sexuais, o indivíduo solteiro portanto não seria uma pessoa assexuada.

A sexualidade da pessoa solteira se manifesta de outras formas, por exemplo, pela capacidade de amar e ser amado pois o amor não precisa ser genital para ser íntimo e a capacidade de amar é vital à nossa sexualidade. Assim as pessoas solteiras devem desenvolver muitos relacionamentos que sejam salutares e devotados, mas não genitais.

A decisão de reservar o sexo genital para o casamento não impede o solteiro de ser emocionalmente satisfeito. Amizades afetuosas e satisfatórias são formas legítimas pelas quais o solteiro pode expressar sua sexualidade. Entenda definitivamente que sexualidade não é necessariamente o sexo genital, inconscientemente é isso que muitos pensam de maneira errada.

Hoje eu sei que quando namorei a minha esposa a sexualidade estava nas expressões, nas falas, no jeito de ser, nos olhares, no pegar na mão e nos bilhetes e cartas de amor.

A sexualidade dos solteiros se expressa quando eles aprendem a aceitar e a controlar seus sentimentos sexuais. O namoro é uma escola maravilhosa para aprender a controlar estes impulsos a fim de que eles não se tornem em compulsões e os frutos dessa maturação sexual são colhidos dentro do casameto. Quem no namoro não consegue controlar seus impulsos sexuais provavelmente terá muita dificulade em fazê-lo depois de casado, daí a traição, o adultério e outras manifestações da sexualidade insana. Amanhã eu continuo, vou dar um mergulho.

Stênio Verde

sábado, 12 de junho de 2010

Os motéis estão lotados. E os corações?


Recentemente trombei com dois pensamentos que me fizeram parar, pensar e sofrer um pouco por nossa juventude. O primeiro é da Claudia Leitte: ''Amanhã vou estar velha e pelancuda e não vou mais ser símbolo sexual nenhum''. O segundo é anônimo, desconheço seu autor: ''A injustiça é como prostituta velha. É preciso vê-la antes de se arrumar.''

Os dois pensamentos trazem desilusões frente a realidade da vida. Os dois se valem daquilo que a sociedade atual explora, consome e valoriza, a temática da agenda sexual. De forma realista Claudia Leitte admite sua total falta de controle sobre os caprichos do tempo. O anônimo, por sua vez, compara todas as injustiças que nos massacram com as coloridas e carregadas maquiagens das prostitutas, suficientes para disfarçar a deterioração de vidas tão miseráveis e desprovidas de melhor sorte.

Jovens, no geral, só enxergam o que a maquiagem permite enxergar. O importante é o prazer já, agora, hoje. Dia 12 está chegando, no próximo sábado é o Dia dos Namorados e os motéis estão praticamente lotados, não há mais vagas. Pelo menos em Campinas, segundo matéria de página do Jornal Correio Popular de 30.05.10. Acompanhe alguns trechos da matéria: ''O dia é considerado o número um do ano entre os donos de motéis, que juntos ofertam mais de 1,1 mil quartos...com preços entre R$ 59,00 e R$ 420,00...A previsão é de alta de até 30% no faturamento''. Na matéria não aparecem somente motéis, mas os principais hotéis da cidade igualmente oferecem pacotes especiais para os namorados, alguns chegando ao absurdo valor de R$ 8.700,00 por uma noite. O que isso quer dizer? Quer dizer que o tema é tratado com total normalidade por grande parte da sociedade, com promoções, matérias e anúncios chiques nos principais veículos de comunicação, produzindo glamour e, lógico, reservas, muitas reservas antecipadas de quartos e suítes. O segmento brinda e comemora o aumento no faturamento, afinal, a lotação está completa, não há mais vagas. E os corações?

Vinícius de Moraes tem uma frase que merece ser adaptada: ''Hoje é sábado a noite e os bares estão cheios de pessoas vazias''. Para o próximo dia 12 ela poderia ser assim: ''Hoje é sábado a noite e os motéis estão cheios de casais vazios''. Sexo foi precoce e inconsequentemente precipitado, acontecendo cada vez mais cedo no corpo de pré-adolescentes que estão sendo violentados pelas mídias, tendências, artes, culturas. Na tara de dar e comer, mantida por uma sistemática e insistente pressão, namorados vão se engolindo sem tempo para se conhecer, se entender, se descobrir. Acreditam no discurso que afirma poderem tudo, que são demais, que estão na crista da onda. Só não disseram para eles que ondas quebram e com elas, muitas vezes, nos arrebentamos juntos.

Encher quartos de motel é fácil. Difícil é encher corações. Encher de significado, serenidade, paz. Encher de um amor que faça sentido para toda uma vida, e não apenas naqueles rápidos minutos de respiração ofegante entre lençóis. Encher de paciência, este sentimento artesanal que cria músculos de esperança nos tempos de espera. Encher de sonhos apaixonados, sonhos construídos com honra e caráter, sonhos sacrificiais, dispostos a enfrentar a fúria até mesmo de um dragão, para então viver com a princesa. Enfim, é difícil encher corações com conteúdos bíblicos, mas não é impossível. Pois, se há vagas nos corações, existe um Pai querendo entrar, ''Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem do meu caminho'' Provérbios 23.26.

''Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos'', dizia Shakespeare. E onde conseguimos ver um pouquinho dos sonhos? Nas cartas de amor. Sobre elas, disse Álvaro de Campos: ''Todas as cartas de amor são ridículas.'' Bem, são ridículas para quem não as recebe, porque para todo aquele que recebe uma carta de amor da pessoa amada, é como se recebesse a mais importante obra literária, afirma Rubem Alves. O Pai, autor da vida, criador do homem e da mulher, idealizador da família, deixou para nós sua carta de amor, a Bíblia Sagrada. Ridícula para boa parcela do mundo, ridícula para quem não crê, ridícula para quem não descobriu ainda o seu grande amor por nós. Para todo aquele que crê, no entanto, é mais que uma carta de amor, é um tratado completo e infalível sobre o amor verdadeiro. Se for o caso, libere a vaga vazia do seu coração e deixe o amor do Pai influenciar e abençoar o seu amor e relacionamentos. Não entregue seu corpo para um ritual vivo nos altares deste mundão, antes, ofereça seu corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, Aquele que tem a pessoa certa para os sonhos mais secretos que você já sonhou.

Só para você pensar, quero lhe deixar o verso de um antigo autor, Mignon McLaughin, de 1915. Fala de uma matemática de qualidade, e não de quantidade, esta quantidade maluca da atualidade que se precipita em rolos e ficadas que só frustram e produzem vazios. Quem sabe você não usa o verso na sua próxima carta de amor? Então, leia com atenção: ''Na matemática do amor, um mais um é igual a tudo e dois menos um é igual a nada''.

Edmilson Ferreira Mendes